domingo, 30 de maio de 2010

Mosaico

Mosaicos são obras de arte. São feitos com cacos. Os cacos, em si, nada significam. Não têm beleza alguma. São peças de um quebra-cabeças. É preciso que um artista junte os cacos segundo o seu desejo. As Escrituras Sagradas são um livro cheio de cacos: poemas, estórias, mitos, pitadas de sabedoria, relatos de acontecimentos. Quem lê junta os cacos segundo manda o seu coração. Os mosaicos podem ser bonitos ou feios. Tudo depende do coração do artista.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sofrer? SOFRER?!

Às vezes eu penso como a vida pode ser sofrida para certas pessoas

Não que eu julgue um sofrimento seja maior que o outro...não quero ter essa experiência para saber dimensionar isto.

Fico sempre pensando em um filho abandonado, como deve ser isso?

Ou como é sentir fome e não ter mesmo o que comer?

Como é perder um filho tão esperado que depois de alguns meses de gestação não vingou?

Ou vê-lo morrer quando é criança, adolescente ou pai dos seus netos?

Um abuso sexual? Um acidente com sequelas irreparáveis?

Para alguns, tragédias desse modo, pelo menos ainda, nunca aconteceram.

Por que você reclama...então? Por que você sofre? Você não é digno disso.

Costumo achar isso também, chorar por coisas aparentemente pequenas é uma blasfêmia

Só que...você já imaginou um câncer? Você já pensou por quanto tempo ele fica escondido?

Como ele cresce? Se forma? E a gente, normalmente só percebe que ele existe quando sua erupção nos assusta? Ai sim a gente o coloca no pódio de grandes sofrimentos? Antes ele era tão...tão pequeno? Era só uma dorzinha?

Um pai que nunca abraça uma filha...pequeno.

Os pais que só trabalham e nunca têm tempo para os filhos...pequeno.

Uma criança que não tem acesso a uma boa educação de base...pequeno.

Pequeno...pequeno...pequeno.

Chego à seguinte conclusão, você que sofre uma tragédia, recebeu tudo de uma vez

Você que aparentemente não tem grandes tragédias na verdade você já está passando por ela só que em doses homeopáticas.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Perdemos tantas coisas...

Perdemos tantas coisas...

Queremos ter razão e ponto

Achamos que nossa maneira de viver é a perfeita

E o pensamento?

Nunca existiu um mais puro!

Inteligência?

Cá entre nós “o que estou fazendo nesta terra de mortais?


Pois é...tudo isso que vc é aproxima ou afasta pessoas

Ah, pessoas? Não! Pessoas. Gente de verdade.

Seu pai, sua mãe, seu irmão, seus filhos e seu companheiro e amigos


Tudo bem? Vc encontra outros? Não precisa?

Ok, então vou deixar vc perder mesmo...

E não o seu carro este sim é um bem renovável

Deixarei vc perder as coisas mais lindas da vida

A formatura da sua irmã

Os primeiros passos e sons do seu sobrinho

As malcriações dele que tanto se parecem com as suas

Ops! Desculpa, vc nunca fez isso

A velhice dos seus pais...chegando lentamente...

E que a cada dia os levam para bem longe...


Uma lágrima...


O que? Não quer que eu termine?

Uma novidade? Conta!


Ah tah...foi promovido...

domingo, 13 de setembro de 2009

como eu amo cantar

Nas horas vagas eu normalmente canto
Canto em qualquer canto
No chuveiro, no elevador
Na igreja, em casamentos
E até em shows!


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Certeza

Hoje tenho certeza que existem dores eternas
Quando parecem que se foram é engano meu
Foram apenas passear o quintal do vizinho

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Infância

Escrevi um poema que gostaria de compartilhar com vcs...

É sobre a infância...ciúmes de criança e outras coisitas mais.


Ciúmes

Em guerras tão iminentes
Eras companheiro sempre
E sempre eras na frente
Na motoquinha da gente

E o pipa empinaste
E suas botas calçaste
Numa grande barrigona
Comigo, tu a escutaste

E por que não me avisaste?
E por que não me esperaste?
E...com ela tu voltaste
E nunca mais me olhaste


Rose Guedes 29/05/09

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Voar















Nem sempre é assim...mas algumas vezes a vida parece voar.
Não quero parar-te!
Quero apenas conseguir sentir o vento gelado no meu rosto.
Quero deixar meu cabelo ao vento, e poder abrir os braços.
E quem sabe gritar...